A filha de Luís era Isabela. Desde cedo fora garota forte, de corpo fino, porém incrivelmente resistente. Era boa aluna na pequena escola que estudava e nunca reclamava de seus afazeres diários. Ao seu espelho de destino, um paradoxo para a humanidade era Lucas. Vulgarmente chamado de “a terrível criança do apartamento
Todo dia, “o terrível” subia três andares com a esperança de acompanhar Cecília até a escola. Este era seu lucro em ir à escola. Ela era uma menina especial e Lucas já havia a descrito como o sonho de todos os homens. Deveras que cabelos compridos loiros a cair por suas costas, olhos de um verde quase branco, e corpo esbelto, não há de ser um mau sonho.
Certa manhã de sábado, dez anos depois, tempo nublado e com forte nevoeiro devido à poluição, percebia-se que o sol se mostrava de outra cor no horizonte. A janela ficara hermeticamente fechada durante muito tempo, mas naquele dia, Lucas voltou ao seu apartamento.
O paradoxo finalmente entrou pela garganta adentro e o fez engolir seco. Sim, Cecília permanecia bela, e talvez mais bela do que já fora, se isso era possível, mas outra mulher anuviava sua visão; feições delicadas e de perfeição como só provenientes do Olimpo poderiam possuir, sua presença por si só forçava ser vista. Ficou tonto, fechou o olho.
Um ano depois, Lucas estava na igreja esperando sua bela noiva, que um dia havia o feito esquecer sua antiga Cecília. Os convidados inquietos pelo pequeno atraso, já contado cada segundo pelas madrinhas. Quando o padre pronunciou suas palavras e perguntou a Lucas se aceitaria Isabela como sua esposa, ele bradou que sim. Naquele momento, que fosse somente naquele momento, ele era feliz para sempre
Um comentário:
xD
q isso...um verdadeiro escritorr!=D
"Existem pessoas que fazem de tudo para serem notadas e não são e existe outras que pelo seu modo de ser se tornam inesqueciveis."
Continua assim winz!!^^
quero ler mais coisas suas!=]
beijOss-*
Lívia Savignon
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