01/10/2007

Fantasiou, fabricou

O fantasioso por si denota a apatia humana diante de temas de tal forma subjetivos que se tornam impensáveis. Por tanto, de recíproca temática, o fantasioso é suprimido ao longo dos anos à entrada da sociedade, guardando-o somente para si. Talvez mais tarde fosse exposto, transformando executivo em criança grande.

Tem-se convencionado que fantasia é coisa de criança e que elas merecem assistir aos desenhos animados. Fato é que com o dia-a-dia cada vez mais acirrado, sobra pouco tempo livre para trabalhadores, mas há de se convir que estes não deveriam culpar aqueles que passam seu tempo brincando, se divertindo.

As idéias produzidas pela fantasia são muito valiosas no capitalismo, tendo essas como bases para as grandes guinadas do consumismo. Muito utilizadas na criação e divulgação de produtos e modelos novos. No ramo de invenções tornam-se comuns a utilização da idéia de uma criança, que por inocente, tem as fantasias livres.

Assim como em matemática, o Homem consegue criar problemas. Levando a pessoa a viver um mundo só seu, fechado, isolado do mundo comum pelas suas idéias, assim como em “A frase” de Luís Fernando Veríssimo, em que o personagem cria a frase perfeita, "O Chivas Regal dos uísques”, e fica “sentado, as pernas cruzadas, o olhar perdido...” vivendo sua genialidade.

A fantasia está presente em muitas coisas de hoje. Elevando o momento de imaginação ao de criação, podendo originar prós e contras intermináveis, mas que deixam clara a função do “mundo das idéias” idealizado por Platão. E que a frase “a verdade é a mentira que deu certo” se torna cada vez mais presente no dia-a-dia da humanidade.

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