Nova Sant’anna era um vilarejo no interior de algum lugar desconhecido. Por lá só passavam mensageiros uma vez por ano, perdidos de seu trajeto. Os arredores eram controlados por dois grandes fazendeiros que acabavam por interferir na vida da pequena população. Um deles, porém, tinha um sério problema de roubos e, por tanto, não possuía mais nenhuma cabeça de gado, seu pasto estava vazio. Infeliz jantar, oferecido pela filha do rico, no qual o anfitrião comenta, em tom de piada, sobre a situação do vizinho: “O senhor deveria se preocupar, senão daqui a pouco eu compro a sua fazenda”
Na tarde seguinte, estão todos reunidos no bar da cidade quando um forasteiro de aspecto sujo e roupas de vaqueiro, no entanto, como todos perceberam, alguém que deveria ser respeitado, para o próprio bem. “Traga-me o que tiver de mais forte. E sem gelo”. O bar pareceu respirar de novo quando o estranho saiu. O fazendeiro, agora pobre, foi em seu encalço.
Todos pareciam saber por antecipação, mas ninguém explicou porque nada fez para impedir. Foi um escândalo quando a história de que alguém havia entrado escondido pela porta dos fundos e o senhor rico fora encontrado morto em sua cama na manhã seguinte. Sua filha, que encontrou o quarto banhado de sangue, mal conseguiu gritar por ajuda e precisou de muitos calmantes para poder contar que não ouvira nada.
Os funerais começaram cedo porque todos estavam com medo do assassino que estava à solta. As pessoas se despediam tradicionalmente, a filha estranhou o olhar vago do forasteiro quando ele entrou na capela. Por algum motivo ela sentiu uma batida no coração, uma batida de paixão.
Pouco antes do final, ela decidiu sair e ver onde estava o estranho. Pior do que a visão de seu pai morto foi à cena de um homem vestido com trapos, com uma faca ensangüentada na mão e o fazendeiro pobre estirado no chão. O ódio que tomou conta da moça pareceu ter atraído todos para fora. E para a alegria de todos, foi rápido, ela com uma pistola e um assassino morto. O povo achou justo nomeá-la xerife da cidade, mas alguns simplesmente não entendem porque a moça andava armada.
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