07/03/2008

Você fala como um pavão

Os efeitos da expressão corporal são “animais”. A percepção ocorre de forma instintiva, além de enviar mensagens selvagens e incontroláveis. Nosso contato com o meio é feito pelos sentidos e são estes que lêem e interpretam as trocas gestuais com outros seres com que se interaja.

Conforme ocorra esta interação, reagimos de formas distintas: conversando com amigos ou com desconhecidos. Nesta separação, definimos uma situação confortável e conhecida dos sentidos em contrapartida a outra estressante e nova. Na primeira, estamos relaxados; na segunda, preocupadíssimos com o que o outro pode estar pensando.

Logo ao armar esta guerra em nossos cérebros, começamos a intervir em nossa atitude e criamos uma peça teatral. Gestos, olhares, reações, histórias espontâneas, que foram ensaiadas na cabeça em fração de segundo. Formamos um ambiente que cremos que o receptor se sente confortável, forjando expressões corporais.

Enquanto fingimos, tentamos ler as respostas que provocamos com o “teatro” como um ator espera aplausos ao final de sua apresentação. Distrações para uma transferência natural de sinais, essa leitura forçada aumenta o estado estressante e adquirimos estranha ansiedade seguida de tremedeira e suor excessivo.

Enfrentamos a influência de quem interpreta o corpo, somos induzidos pela situação e agimos da forma que não deveríamos.

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