Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008.
Clara,
Em julho do ano passado, dediquei-me a estudar locais de grandes atrativos. Recorri a uma listagem internacional de dedicatórias às cidades que os viajantes mais apreciavam. Neste catálogo, eles descrevem minuciosamente as belezas e dão dicas para que iniciantes não passem por situações complicadas em um país diferente. Fazem também observações estritas para quem não fala a língua local.
Algumas semanas depois, decidi fazer uma viagem para a Yap, uma ilha da Micronésia. Essa aventura foi a melhor que eu poderia ter escolhido, hospedei-me na capital Colônia, que fica voltada para uma enseada onde disponibilizam mergulhos incríveis. A ilha tem cento e dois quilômetros quadrados de paraíso tropical no pacífico sul.
A culinária é refinada, principalmente pelas influencias históricas que datam da ocupação espanhola, alemã, japonesa, e estadunidense. O contato com os nativos é um tanto estranho, mesmo assim são pessoas hospitaleiras, ainda usam dólar americano e falam inglês, o que para muitos é uma ajuda e tanto.
Devido à falta de pontos turísticos e passeios chatos de ônibus, passei meus dias por lá, na praia, mergulhando, festas, conheci uma variedade incrível de pessoas nessa maravilhosa ilha pouco divulgada que atende a quem precisa relaxar totalmente.
Depois dessa experiência, aconselho que visite Yap, porque você sempre diz quão nervosa está e que precisa de uma praia limpa e céu azul para não pensar em nada.
Boa viagem,
Gustavo Schrödinger
30/06/2008
24/06/2008
O que vale é a educação
O desemprego no Brasil é assunto coeso, forte e difícil de discutir no senso comum porque existe compreensão básica da realidade: não ter emprego é ruim, porque não se ganha dinheiro, provoca fome, desespero. Este aumenta a crise de violência, que afeta quem trabalha. Um excluído promove a fragmentação de uma organização engendrada que chamamos de sociedade.
Uma razão para o desleixo dos responsáveis é a sua estabilidade diante deste cenário. Indigente só é ajudado em época eleitoral para mostrar caridade. E funciona, porque “brasileiro não tem memória política”, e pela mentalidade imediatista que busca resultados a curtíssimos prazos, por exemplo: não se importam com o político que desviar milhões da União se ele lhes pagar uma cesta básica.
A comida continua sendo moeda de troca para a manipulação de massa. É de interesse dos facínoras que haja população faminta e selvagem, e esperando um favor a ser retribuído com votos. O país está tomado por vândalos que picham a nossa economia. Com sorte existem honestos no governo que amenizam o déficit de honra.
Esses são de grande valia, porque representam a solução. Se, no meio dos esquemas ilegais, um tiver a coragem de investir em educação, desencadeará a criação de novos cidadãos que saberão instruir, curar, alimentar e empregar os habitantes desta democracia.
Essa “cruzada” pela educação é, por tanto, um dever de todos que almejam um Brasil melhor. “Pais e empresários de todo o Brasil, uni-vos para melhorar a educação.” Diz Antônio Ermírio de Moraes, presidente administrativo do Grupo Votorantim.
Uma razão para o desleixo dos responsáveis é a sua estabilidade diante deste cenário. Indigente só é ajudado em época eleitoral para mostrar caridade. E funciona, porque “brasileiro não tem memória política”, e pela mentalidade imediatista que busca resultados a curtíssimos prazos, por exemplo: não se importam com o político que desviar milhões da União se ele lhes pagar uma cesta básica.
A comida continua sendo moeda de troca para a manipulação de massa. É de interesse dos facínoras que haja população faminta e selvagem, e esperando um favor a ser retribuído com votos. O país está tomado por vândalos que picham a nossa economia. Com sorte existem honestos no governo que amenizam o déficit de honra.
Esses são de grande valia, porque representam a solução. Se, no meio dos esquemas ilegais, um tiver a coragem de investir em educação, desencadeará a criação de novos cidadãos que saberão instruir, curar, alimentar e empregar os habitantes desta democracia.
Essa “cruzada” pela educação é, por tanto, um dever de todos que almejam um Brasil melhor. “Pais e empresários de todo o Brasil, uni-vos para melhorar a educação.” Diz Antônio Ermírio de Moraes, presidente administrativo do Grupo Votorantim.
10/06/2008
Um remorso apropriado
O Rio de Janeiro já foi capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Naquela época o perfil da cidade era delimitado pelas festas nobres ou manifestações informais, hoje, ela demonstra cultura, beleza, felicidade, festas, maravilhas turísticas. O espírito carioca é aberto para receber pessoas de qualquer nacionalidade, incluindo a brasileira, e fazê-las lembrarem de tudo para sempre.
“Não basta apenas ser tolerante, é preciso ser hospitaleiro” disse o filósofo Jacques Derrida. Este conceito está entranhado nas ruas e calçadas. Nosso povo sorri e “parte para o abraço”, porque lutamos todos os dias contra a violência, e nossos visitantes não merecem sofrer isto também.
O que mais marca na cidade são a variedade de paisagens, culturas e pessoas. Única atividade não disponibilizada é o esqui, mas com tecnologia tudo é possível.
Formaram pelo mundo uma idéia muito selvagem e surreal do Rio de Janeiro, que é mostrado no episódio dos Simpsons no Brasil, no qual o Homer é seqüestrado e “uma fila de conga te leva a qualquer lugar”,sic. Não estão errados os americanos que juram que Buenos Aires é a nossa capital, porque eles são ensinados assim e o governo de lá brinca com o aprendizado formando bitolados para controlar o mundo.
Sentimo-nos depreciados por sermos subjugados no panorama mundial, mas enquanto eles destruíram todas suas florestas, mataram todos seus índios, podemos nos orgulhar de estarmos em um país pacífico, uma cidade grande maravilhosa que apresenta problemas como todas as outras.
“Não basta apenas ser tolerante, é preciso ser hospitaleiro” disse o filósofo Jacques Derrida. Este conceito está entranhado nas ruas e calçadas. Nosso povo sorri e “parte para o abraço”, porque lutamos todos os dias contra a violência, e nossos visitantes não merecem sofrer isto também.
O que mais marca na cidade são a variedade de paisagens, culturas e pessoas. Única atividade não disponibilizada é o esqui, mas com tecnologia tudo é possível.
Formaram pelo mundo uma idéia muito selvagem e surreal do Rio de Janeiro, que é mostrado no episódio dos Simpsons no Brasil, no qual o Homer é seqüestrado e “uma fila de conga te leva a qualquer lugar”,sic. Não estão errados os americanos que juram que Buenos Aires é a nossa capital, porque eles são ensinados assim e o governo de lá brinca com o aprendizado formando bitolados para controlar o mundo.
Sentimo-nos depreciados por sermos subjugados no panorama mundial, mas enquanto eles destruíram todas suas florestas, mataram todos seus índios, podemos nos orgulhar de estarmos em um país pacífico, uma cidade grande maravilhosa que apresenta problemas como todas as outras.
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