24/06/2008

O que vale é a educação

O desemprego no Brasil é assunto coeso, forte e difícil de discutir no senso comum porque existe compreensão básica da realidade: não ter emprego é ruim, porque não se ganha dinheiro, provoca fome, desespero. Este aumenta a crise de violência, que afeta quem trabalha. Um excluído promove a fragmentação de uma organização engendrada que chamamos de sociedade.
Uma razão para o desleixo dos responsáveis é a sua estabilidade diante deste cenário. Indigente só é ajudado em época eleitoral para mostrar caridade. E funciona, porque “brasileiro não tem memória política”, e pela mentalidade imediatista que busca resultados a curtíssimos prazos, por exemplo: não se importam com o político que desviar milhões da União se ele lhes pagar uma cesta básica.
A comida continua sendo moeda de troca para a manipulação de massa. É de interesse dos facínoras que haja população faminta e selvagem, e esperando um favor a ser retribuído com votos. O país está tomado por vândalos que picham a nossa economia. Com sorte existem honestos no governo que amenizam o déficit de honra.
Esses são de grande valia, porque representam a solução. Se, no meio dos esquemas ilegais, um tiver a coragem de investir em educação, desencadeará a criação de novos cidadãos que saberão instruir, curar, alimentar e empregar os habitantes desta democracia.
Essa “cruzada” pela educação é, por tanto, um dever de todos que almejam um Brasil melhor. “Pais e empresários de todo o Brasil, uni-vos para melhorar a educação.” Diz Antônio Ermírio de Moraes, presidente administrativo do Grupo Votorantim.

Nenhum comentário: