-Introdução-
Um exemplo em estória para uma réles tentativa descritiva com objetivo catártico
-O começo do fim-
Estava frio, úmido e silencioso no coração da floresta, onde era díficil enxergar mais de dois metros sem ter a visão bloqueada por um tronco. Localização desconhecida. O aparente vazio pressionava o ar com uma força tremenda. Vez ou outra um forte vento conseguia penetrar a copa das árvores e sobrssaltá-los com o movimento sombrio de umas folhas secas. E elas voavam, faziam redemoinhos macabros junto com o sopro rasteiro e gélido nessa agourenta solidão que os fazia se agrupar por alguns minutos antes de terem certeza de que não havia perigo. O que era díficil que continuasse a acontecer, já fazia muito tempo que estavam naquele lugar e nada havia os encontrado, nem sequer uma borboleta, a probabilidade de continuar assim rareava a cada minuto que passava e o silêncio continuava pressionando os ouvidos e o ar continuava denso, escuro, frio. Ficar parado aumentava a chance de algo os encontrar, mexer-se ajudava que eles encontrassem algo. De qualquer maneira, a estratégia naquele momento foi parar e pensar.
A vegetação parecia os observar enquanto estavam sentados. Não só as folhas secas faziam barulho como todas as copas serviam para ressoar por todo o espaço visível. Todos os lados que se olhava pareciam iguais, verde dos musgos, preto da sombra, cinza das pedras, tudo se repetia.
A agonia que tomava conta deles sobia quente pela barriga para chegar ao pescoço fervendo, contorcendo tudo pelo caminho a ponto de criar uma tremedeira. Era o medo do fim. A idéia do fim era inaceitável, impossível, não fazia sentido. O fim empurrava lágrimas para fora cada vez que se olhavam. Estavam pensando nas oportunidades, no que restaria de vida. O fim era cruel por mantê-los naquele desespero, uma progressão lenta de aceitação. A cada minuto, chegava o fim.
23/09/2009
Scintilla contempta excitavit magnum incendium
14/08/2009
Tudo passa
Há muito que não escrevo no blog porque a vida está muito corrida. Por isso, minha percepção de tempo está nula. O dia começa, acaba, e de repente estou parado na mesma hora que ontem.
Apenas para deixar uma presença.. um haikai preguiçoso, e ridículo, sobre o tempo. Em breve algum texto com mais substância.
Tempo:
O solene tempo, como tempo
e por ser tempo, passa.
Ah tempo!, passou.
Apenas para deixar uma presença.. um haikai preguiçoso, e ridículo, sobre o tempo. Em breve algum texto com mais substância.
Tempo:
O solene tempo, como tempo
e por ser tempo, passa.
Ah tempo!, passou.
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